Era pra ter sido, uma vez...
Nothing...
Querido amor anônimo...
Epílogos e finais.
Infinito.
Ficou na janela um tempão. Passou gente, passou carro, só o tempo que não. Nem a saudade que assolava o seu peito. Contentou-se em ficar ali, estática, como uma rosa enraizada em um jarro distante da luz. Sem esta luz, não podia crescer, nem estender os seus galhos, nem ao menos fortificar os seus espinhos. Murchou, ficou marrom e as pétalas caíram. Nem água quis. E ela permanecia na janela. Passava gente, passava carro, mas os minutos congelaram-se no infinito.
It's just that it's delicate,
Deitou-se tarde, naquela noite. Ainda assim, não tinha sono. Levantou-se por algumas vezes, tomou água e leite quente, comeu alguns biscoitos e voltou para a cama. Duas, duas e meia. Não dormiu. Era uma espécie de angústia, que parecia não querer passar. O telefone tocou, era ele. Coração agrediu violentamente a caixa torácica. Atendeu, tentando manter a voz firme. Eles conversaram sobre os dia, sobre filmes, sobre livros e desenhos animados.
Às vezes, queria entender esse seu coração turista. Queria algo concreto, algo em que eu pudesse me apoiar, nesse mar de sentimentos. Estou cansada de ficar flutuando, perdida. Eu posso ver a tempestade se aproximando, cada vez mais. Tenho medo. E não importa o quanto eu nade, eu nunca consigo chegar a praia. O mar está ficando agitado, as ondas se quebram sobre mim, partindo cada fio de esperança aos quais me segurei por todo esse tempo. A cada segundo, fica mais difícil nadar contra a maré de solidão. A cara respiração, posso sentir a água invadir os meus pulmões, tirando-me um pouco de vida. Eu preciso de algo para me apoiar, algo que me faça seguir em frente. Preciso saber se seu amor é real, preciso que seja. Preciso de você, para chegar a praia.











