
Quando nos apaixonamos e sabemos que o amor é platônico, reprimimos o nosso sentimento o máximo possível, a ponto de não aguentar a pressão e deixar tudo se esvair em lágrimas.
É interessante, o modo em como sonhamos com àquela pessoa, de como imaginamos o seu toque a cada vez que fechamos os olhos, de como desejamos sentir o seu perfume quando o vento bate.
E você perde horas de seu dia, imaginando um futuro perfeito, planejando um casamento lindo e uma vida brilhante, até escolhe uma música 'tema' para esse amor. Você sente aquela esperança, como se tudo tivesse prestes a acontecer, como se a pessoa tivesse aos seus pés, pronta para te pedir em casamento. Então, uma onda de alegria te invade, deixando você mais eufórico do que nunca. E você continua lá, com os olhos cerrados, acreditando que tudo é real. Até o momento em que você é obrigado a abrir o olhos, e ver que a realidade é totalmente diferente dos seus sonhos. É como se você fosse um bonequinho de vidro, alguém lhe atirasse uma pedra e você se estilhaçasse em milhares de pedaços cortantes.
Então você fica com muita raiva de si mesmo. Talvez pelo fato de você, supostamente, não ser bom o suficiente para essa pessoa. Por que sempre nos culpamos? Porque nunca pensamos que o verdadeiro idiota da história foi a outra pessoa?
Boy, i hear you in my dreams [...] I keep you with me in my heart... ♥
Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar que tudo era pra sempre? Sem saber, que o pra sempre, sempre acaba...

Hoje, falei com uma amiga que há alguns meses, eu considerava a melhor amiga. Mas não sei se ainda é assim, afinal, melhores amigos têm no mínimo um contato semanal e aquele amor fraternal.
Antes era assim, amor fraternal, proteção, cumplicidade, mas agora tudo mudou. Um dia eu acreditei que seria para sempre, mas nada é para sempre, sempre acaba.
É realmente uma pena que tudo acabe... Lembro bem dos meus velhos amigos, e sinto falta, tudo parecia tão bom naquela época, tão simples, tão fácil.
Não sei se devo me culpar por não ter procurado fazer com que essas amizades permanecessem, mas tempo e a distância faz com que as pessoas percam o afeto gradativamente.
E outras amizades, que não são tão antigas, mas ainda assim não menos importante, parecem se desfazerem. E eu estou me sentindo péssima, afinal a amizade dessas pessoas era o que eu tinha de mais valioso.
É impressão minha, ou eu ando repelindo amigos? Caramba, isso é muito chato. Sinto dizer, mas ninguém é feliz sozinho...
Crônica Sobre A Canção de Ninar.

Hoje estava conversando com uma amiga, a Clara, e ela me enviou uma crônica que achei muito interessante. E sinceramente, acho que o autor, seja ele quem for, tinha razão. Não tenho como dar os devidos créditos, afinal desconheço o autor, mas se alguém souber, deixa nos comentários.
CRÔNICA SOBRE A CANÇÃO DE NINAR
Eu, um Brasileiro morando nos Estados Unidos da América, para ajudar no orçamento, estou fazendo "bico" de babá e estudante. Ao cuidar de uma das meninas de quem eu "teoricamente" tomo conta, uma vez cantei "Boi da cara preta" para ela, antes dela dormir. Ela adorou e essa passou a ser a música que ela sempre pede para eu cantar ao colocá-la para dormir. Antes de adotarmos o "boi, boi, boi" como canção de ninar, a canção que cantávamos (em Inglês) dizia algo como:
Boa noite, linda menina, durma bem.
Sonhos doces venham para você,
Sonhos doces por toda noite"...
(Que lindo, né mesmo!?)
Eis que um dia Mary Helen me pergunta o que as palavras, em português, da música "Boi da cara preta" queriam dizer em Inglês:
Boi, boi, boi,
boi da cara preta,
pega essa menina
que tem medo decareta...
(???)
Como eu ia explicar para ela e dizer que, na verdade, a música "boi da cara preta" era uma ameaça, era algo como "dorme logo, caralho, senão o boi vem te comer"? Como explicar que eu estava tentando fazer com que ela dormisse com uma música que incita um bovino de cor negra a pegar uma cândida menina?
Claro que menti para ela, mas comecei a pensar em outras canções infantis, pois não me sentiria bem ameaçando aquela menina com um temível boi toda noite...
Que tal?
Nana neném
que a cuca vai pegar...
Caramba!... Outra ameaça! Agora com um ser ainda mais maligno que um boi preto!
Depois de uma frustrante busca por uma canção infantil do folclore brasileiro, que fosse positiva e de uma longa reflexão, eu descobri toda a origem dos problemas do Brasil. O problema do Brasil é que a sua população em geral tem uma auto-estima muito baixa. Isso faz com que os brasileiros se sintam sempre inferiores e ameaçados, passivos o suficiente para aceitar qualquer tipo de extorsão e exploração, seja interna ou externa. Por que isso acontece? Trauma de infância! Trauma causado pelas canções da infância!
Vou explicar: nós somos ameaçados, amedrontados e encaramos tragédias desde o berço! Por isso levamos tanta porrada da vida e ficamos quietos.
Exemplificarei minha tese:
Atirei o pau no gato-to-to
Mas o gato-to-to não morreu-reu-reu
Dona Chica-ca-ca
Admirou-se-se
Do berrô, do berrô que o gato deu
Miaaau!
Para começar, esse clássico do cancioneiro infantil é uma demonstração clara de falta de respeito aos animais (pobre gato) e crueldade. Por que atirar o pau no gato, essa criatura tão indefesa? E para acentuar a gravidade, ainda relata o sadismo dessa mulher sob a alcunha de "D.Chica". Uma vergonha!
Eu sou pobre, pobre, pobre,
De marré, marré, marré.
Eu sou pobre, pobre, pobre,
De marré de si.
Eu sou rica, rica, rica,
De marré, marré, marré.
Eu sou rica, rica, rica,
De marré de si.
Colocar a realidade tão vergonhosa da desigualdade social em versos tão doces!! É impossível não lembrar do seu amiguinho rico da infância comum carrinho fabuloso, de controle remoto, e você brincando com seu carrinho de plástico... Fala sério!
Vem cá, Bitu! vem cá, Bitu!
Vem cá, meu bem, vem cá!
Não vou lá! Não vou lá, Não vou lá!
Tenho medo de apanhar.
Quem foi o adulto sádico que criou essa rima? No mínimo ele espancava o pobre Bitú...
Marcha soldado,
cabeça de papel!
Quem não marchar direito,
Vai preso pro quartel.
De novo, ameaça! Ou obedece ou você vai se fu... Não é à toa que o brasileiro admite tudo de cabeça baixa...
A canoa virou,
Quem deixou ela virar,
Foi por causa da (nome de pessoa)
Que não soube remar.
Ao invés de incentivar o trabalho de equipe e o apoio mútuo, as crianças brasileiras são ensinadas a dedurar e a condenar um semelhante. Bate nele, mãe!
Samba-lelê tá doente,
Tá com a cabeça quebrada.
Samba-lelê precisava
É de umas boas palmadas.
A pessoa, conhecida como Samba-lelê, encontra-se com a saúde debilitada e necessita de cuidados médicos. Mas, ao invés de compaixão e apoio, a música diz que ela precisa de palmadas! Acho que o Samba-lelê deve ser irmão do Bitú...
O anel que tu me deste
Era vidro e se quebrou.
O amor que tu me tinhas
Era pouco e se acabou...
Como crescer e acreditar no amor e no casamento depois de ouvir essa passagem anos a fio?
O cravo brigou com a rosa
Debaixo de uma sacada;
O cravo saiu ferido
E a rosa despedaçada.
O cravo ficou doente,
A rosa foi visitar;
O cravo teve um desmaio,
A rosa pôs-se a chorar.
Desgraça, desgraça, desgraça! E ainda incita a violência conjugal (releia a primeira estrofe). Precisamos lutar contra essas lembranças, meus amigos! Nossos filhos merecem um futuro melhor!
Ah! Você esqueceu desta:
Passa, passa tres xs..a última que ficar tem mulher e filhos que não pode sustentar..HAHAHA...(aí começa o desemprego)
Music is in the air... ♪
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Há tempos, venho reparando o efeito da música em várias pessoas, e acho realmente incrível as diversas sensações que um conjunto harmonioso entre uma voz e instrumentos pode causar, ou simplesmente uma melodia.
Existem músicas para todos os tipos de sentimentos; músicas para te fazer refletir, te estimular a fazer algo, te fazer ficar alegre, ou triste, músicas que te fazem sentir falta de um amor, que te fazem querer fugir, te fazem sonhar, planejar o futuro, querer ligar para aquele velho amigo, beber, chorar, gritar, viver em outra época, algumas te fazem sentir falta do passado, outras te fazem ter saudades de algo que nunca chegou a acontecer.
Isso significa, que uma vida sem música seria deprimente. O silêncio pode ser ensurdecedor, às vezes. Tornando-se assim, o mais perigosos som; inaudível e letal.
Então, cheguei a conclusão de que por mais simplória que seja a melodia, sempre causa o efeito, mesmo que seja mínimo e imperceptível.
Mais um sobre o amor...
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Acreditar ou não? Eis a questão.
Atualmente, dizer “Eu te amo” se tornou mais clichê que um “Bom Dia”; e as vezes fica até difícil de acreditar quando alguém te diz isso. Não sabemos se de fato é algo sincero, ou se simplesmente esse alguém diz só por dizer.
Afinal, o que é amor? Talvez o velho Camões tivesse razão quando disse que:
“Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence o vencedor,
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade;
Se tão contrário a si é o mesmo amor?”
Chove lá fora, e eu não tenho mais você...

A garoa é inimiga da felicidade, pude notar esta manhã. A neblina que embaça a janela tráz consigo lembranças, que nem sempre podem ser consideradas agradáveis.
Amores perdidos, palavras negadas, sentimentos escondidos e sensação de arrependimento vem a tona.
Insistir nesse amor, é como dar socos em pontas de facas, doloroso. Mas como masoquista, é para mim quase uma necessidade. Você talvez me compreenda um dia, ou não.
Algumas vezes, uso palavras repetidas, mas não tem como te passar tal mensagem perdida sem dizer no mínimo um 'Eu te amo', frase clichê.
Sei que no fundo te odeio, te odeio por ser tão perfeito. Eu sou louca, eu sei, mas como já cheguei a dizer: meu humor, só Freud explica.
Então, enquanto você decide o que você quer da vida, deixo esses meros devaneios tolos a me torturar.
Love At Second Sight...
Meus caros leitores, aposto que muitos de vocês já sofreram uma forte atração a ver uma pessoa desconhecida, vulgo amor a primeira vista.
Já aconteceu comigo, mas dessa vez foi diferente, foi uma espécie de amor a segunda vista. Acho que o termo “vista” não seria bem indicado quando se trata de uma paixão platônica de internet.
Não sei explicar, mas ele sabe sempre como redigir as palavras certas, é determinado, gentil, interessante, bonito, fala de amor como nenhum outro garoto, inteligente... Simplesmente afrodisíaco. Sabe tanto sobre mim, que chega a me assustar.
Veio do passado para me trazer ótimas lembranças, das quais já havia esquecido. Veio do passado para mim, ou não.





