
O tamborilar de seus dedos ansiosos na mesa de madeira era quase desprezível em relação aos soluços penosos que escapavam acidentalmente de sua garganta. A garota de cabelos negros na altura dos ombros tomava mais um gole de seu capuccino extremamente adocicado, o sabor doce contrastava com as lágrimas salgadas que escorriam de seus olhos e deixavam o rastro em seus lábios volumosos. Ela olhou em volta pela décima quarta vez quando sentou naquele Café, o local estava vazio, a única mesa ocupada naquele momento era a dela, logo voltou a fitar o seu capuccino.
O pequeno sino na porta tocou, avisando que mais alguém entrava no local, a garota não fez questão de olhar, baixou um pouco mais a cabeça, escondendo o rosto vermelho com seus cabelos. Ela percebeu que alguém puxara a cadeira de sua mesa, mas preferiu manter a cabeça baixa.
- Você já ouviu falar do “Carpe Diem”? – Perguntou uma voz masculina, um pouco rouca. Ela decidiu então encarar o indivíduo. Ao olhar para frente, observou que em sua mesa havia sentado um homem idoso, aparentemente alto, com longos cabelos brancos que se juntavam a sua barba, sua roupa era um pouco bizarra, usava um terno roxo que tinha alguns detalhes em amarelo, lembrava um mago de histórias de quadrinhos.
- Sim, por quê? – Falou a garota entre soluços. Suas sobrancelhas arquearam e ela estava realmente curiosa para ouvir o que o senhor tinha a dizer. Inclinou-se um pouco para frente, apoiando o seu cotovelo na mesa e seu queixo na mão, olhando fixamente para o homem.
- Ponha em prática agora o “Carpe Vita”. – Respondeu o homem. Foi aí que ela percebeu que viver em função de alguém que não merecia as suas lágrimas era realmente doloroso. Deixou escapar um breve sorriso e olhou de volta para o seu capuccino.
- “Carpe Vita”... É isso... Aproveite a vida. – Repetiu ela para si mesma, e voltou a olhar para o local onde o senhor estava sentado, percebeu que estava vazio agora.
You showed me dreams, I wished they would turn into real. You broke the promise and made me realize, it was all just a lie...
Nothing to do, nothing to lose...

Sabe aquele dia no qual você acorda pra baixo, que tudo parece que vai desmoronar sobre sua cabeça, que as pessoas parecem te olhar diferente, que o mundo está contra você, e tudo que você quer é se trancar em um quarto escuro e se esvair em lágrimas? Pois é... Às vezes esses dias não podem ser tão ruins, pois como diz o ditado: “Não há males que não venham para o bem”. É em dias assim que você descobre quem se importa com você.
Aquela pessoa com quem você passou anos de sua vida achando que era um dos seus melhores amigos não está presente, te troca por qualquer coisa que não tenha tanto valor, e quem você menos espera está do seu lado, sacrificando a si mesmo só pra te ver sorrir.
Então você se sente mal, mal por ter julgado as pessoas de forma errada, talvez a “pior” pessoa seja verdadeiramente um amigo. Bem, eu sei que quem eu queria que lesse isso aqui não vai ler, mas... x.o.x.o :*
Seize the day or die regretting the time you lost...

"Mas se você escutar bem de perto, você pode ouvi-los sussurrar o seu legado. Vá em frente, abaixe-se. Escute, está ouvindo? - Carpe - ouve? - Carpe, carpe diem, colham o dia garotos, tornem extraordinárias as suas vidas." (Professor Keating, A Sociedade dos Poetas Mortos)
Carpe Diem vem do Latim, significa basicamente “Aproveite o Dia”, cada pessoa tem a sua forma de interpretar. Na minha concepção a frase tem a intenção de dizer que a pessoa aproveite o momento, sem se arrepender do passado ou se preocupar com o futuro, deve apenas aproveitar as oportunidades que a vida te dá hoje.
Então, faça o que quiser fazer, sem se importar com o medo, com o que as pessoas pensarão de você, viva, simplesmente Carpe Diem.
All you need is love, love is all you need.
Eu pensei em escrever o meu primeiro post sobre amor. Mas o amor de uns tempos para cá tem se transformado em uma palavra tão banal.
Dizem que tudo que precisamos para melhorar o mundo é de amor, mas a todo instante ouvimos um “eu te amo” sair da boca de alguém. Se é assim, por que ainda precisamos tanto do amor?
Acredito que não é exatamente do amor que precisamos. Para conseguirmos um mundo melhor, não basta apenas amor. É necessário coragem, fé, bondade, fraternidade e acima de tudo consciência.





