Quiet heartbeat.



A ausência de sonhos pode ser o pior dos vazios. Não tem como viver sem ter nenhuma expectativa. Todos os dias eu acordo e repito aquela velha rotina, desejando profundamente que chegue o final do dia e eu possa dormir novamente. E, lá se vai mais uma noite sem sonhos. É como se fosse simplesmente um ensaio para o dia em que você não mais acordará. E quando esse ciclo vicioso vai acabar? Quando vai aparecer algo para quebrar essa monotonia que me destrói a cada segundo? Não seria mais fácil dormir para sempre? Eu preciso de algo que me faça me sentir viva. Nem que seja por um momento.


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I believe in a heaven when i'm with you.


Acho que conheci um anjo, com feições de guerreiro. Uma barba densa adornava sua tez pálida e servia como moldura para um sorriso simplório; onde os lábios protuberantes – rachados por guerras frias – curvavam-se quase imperceptivelmente. Ainda que sua beleza se torne insignificante perante às suas palavras gentis. Dizem que anjos são mensageiros de boas coisas, dizem que eles cuidam de nós e nos guiam pelos melhores caminhos. Fiz uma oração para o meu anjo e ele me apareceu, personificado. E, nos momentos mais difíceis, foi nele quem eu pensei. Me agarrei com todas as forças às suas palavras. E isso me fez melhor. Isso me faz melhor, sempre. Só me resta gratidão, agora.

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Don't let me down...


Jurei nunca mais amar de novo. Mas, quantas vezes mesmo eu havia jurado a mesma coisa? Aquela era a promessa que eu vivia quebrando, até mais que minha dieta. E agora, me peguei ouvindo Beatles, com lágrimas nos olhos. Don't let me down, implorava silenciosamente com o coração. Sei que vai ser em vão não querer sofrer, porque amor é isso: sofrer. Sei que muitas lágrimas virão, sei que muitos sonhos serão quebrados. É como se houvesse um roteiro inteiro em minha mente. É uma ordem: Amar, sofrer, chorar e finalmente esquecer. O mais difícil disso tudo, é que leva um grande intervalo de tempo entre o “sofrer” e o “esquecer”.

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We drink to die, we drink tonight...


3:13 a.m. Naquela altura, já havia desistido de completar o seu copo, afinal, era bem mais prático tomar diretamente da garrafa. Johnny Walker era a sua única companhia naquela madrugada. O gosto amargo não se fazia mais presente, a bebida descia com tamanha suavidade, que já esvaziava o que restava de sua segunda garrafa. Um cigarro com filtro molhado de uísque pendia de seus lábios, desfazendo-se em cinzas que caiam sobre a sua camisa. Nenhum trago, enquanto aguardava pacientemente que alguém atendesse o telefone do outro lado da linha. Já havia tentado tantas vezes, sem perder a esperança. A janela escancarada permitia que o ar gélido invadisse o âmbito, atingindo a sua tez com mil agulhadas. Não importa, a saudade doía mais. Após chamar algumas vezes, o telefone caiu na caixa postal. Esperou o bip. - Eu estou... Hm... Deixa pra lá. - Desligou. Estava com saudades, era isso que ia dizer. Sabia que não ouviria aquela mensagem, sabia que não se importaria com as ligações. Atirou o celular surrado com a maior força que pôde e observou o mesmo se chocando contra a parede manchada. O amor era mesmo destrutivo.

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Vazio.


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Artigo Simplório

Como afirma minha irmã, Jessica Sombra, quem escreve não deseja recordar, e sim, olvidar. Contudo, no mar de lembranças no qual navego, por vezes, é possível avistar faróis, em meio a tanta obscuridade. E foi quando o Moacir Morran (@moacirmorran) proferindo um magistral comentário iluminou a minha tarde de quarta-feira, via e-mail. Em assim sendo, compartilho a aurora com meus prezados leitores:



A moça que me roubou a noite

“Nas primeiras chuvas de janeiro, vi uma menina que tecia sonhos com uma sintaxe enxuta e palavras desnudas. Vi suas marcas de guerra e os mesmos fantasmas que lhe afligem, morando no meu sótão. Não há quem não mergulhe nas suas implicações e não acorde com uma puta ressaca, querendo vomitar no banheiro. Por vezes, se comporta ácida, ou melhor, “ácido nitroso”. Mas a sutileza e a suavidade de seus discursos ostentam uma maturidade que não se vê nos seus olhos. Quem é essa menina ou moça que se esgueira na onda inaudita da internet? Com textos miúdos, mas deveras hercúleos, capazes de levar à lona Muhammad Ali no primeiro round. Ao mesmo tempo em que arrebata!

Ela, sem ver nem pra quê, roubou-me a noite e, agora, sinto uma vontade lúbrica de me extasiar nas engrenagens de seus textos; esquecer-me por um instante e vislumbrar outro mundo possível.

O que virá do âmago dessa menina ou moça? Será algo tão surpreendente quanto a sua visão lúcida e madura? Aguardo ansioso, esperando que mais uma vez ela carregue minha noite!”

Moacir Morran

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Now and forever...


Dizem por aí que a palavra amor é derivada da palavra morte. Pois quando você diz que ama alguém, significa que morreria por ela. Infelizmente muitas pessoas não sabem o sentido do verbo amar. Amor não é algo que vem com um dia ou dois. Amor é celestial, ´é para sempre. Três palavras, não traduzem esse sentimento quando é verdadeiro. Você pode distribuir milhares de “eu te amo”, e quando mais você faz isso, mais evidente fica que você desconhece o real sentido de amar. A vida é feita de amores. E por mais que o relacionamento acabe, o amor permanece vivo na memória de ambos. Muitos amores virão. Nem melhores, nem piores, apenas amores. Que duram pra sempre.

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